Marta Pinto, investigadora da Escola Superior de Biotecnologia (ESB) da Católica Porto, é a grande vencedora do prémio "Terre de Femmes", da Fundação Yves Rocher, pelo papel que desempenha na implementação do "FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto" - iniciativa que visa criar florestas urbanas com árvores nativas nos municípios da Área Metropolitana do Porto (AMP). Este prémio tem como objetivo premiar mulheres que agem a favor do ambiente.
A iniciativa - que arrancou em 2011 e se prolonga até 2016 - assume-se como um projeto de cocriação no sentido de potenciar uma melhoria da qualidade de vida. O projeto visa que o espaço metropolitano seja matizado com manchas de floresta urbana nativa, plantada pelas pessoas e para as pessoas. Carvalhos, sobreiros, loureiros, azevinhos, medronheiros e pinheiros-mansos são apenas algumas das espécies que estão já a ser plantadas. Até ao momento foram plantadas mais de 19.000 árvores, num processo que envolveu cerca de 3.000 voluntários, que deram ao projeto 9.000 horas de voluntariado.
As florestas urbanas nativas são importantes porque introduzem diversidade da paisagem, reduzem a erosão do solo, filtram a água e o ar, armazenam carbono, suavizam o clima (garantem sombra e ar fresco), são uma barreira ao ruído, reduzem risco de incêndios e de cheias, entre outros serviços. Alguns estudos demonstram o seu papel na redução do stress e no bem estar geral dos indivíduos.
O "FUTURO - Projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto" nasceu no contexto do Centro Regional de Excelência em Educação para o Desenvolvimento Sustentável da Área Metropolitana do Porto (CRE.Porto). Esta estrutura, formalmente reconhecida pela Universidade das Nações Unidas desde 2009, é uma rede com entidades públicas e privadas que atuam na área da educação-ação dos cidadãos para um futuro mais sustentável. O projeto é coordenado pela Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa e pela Área Metropolitana do Porto. Nele participam mais de 35 entidades de âmbito local, regional e nacional.
Bióloga de profissão, Marta Pinto encontra-se ligada desde 2003 a diversos projetos nas áreas da cidadania e desenvolvimento sustentável desenvolvidos na Católica Porto. Sobre este prémio, a investigadora da ESB refere: "Acima de tudo é um reconhecimento à cidadania metropolitana, pois não existiria projeto se as entidades locais e cidadãos não estivessem profundamente envolvidos".
Até dia 5 de Março de 2013, VOTE nas florestas portuguesas! O prémio internacional do público, promovido pela Fundação Yves Rocher, está aberto aos votos de todos em:
www.terredefemmes.org/fr#marta_pinto
Nota: Não basta clicar "je vote". depois de aparecer "Je soutiens le projet de Marta PINTO...". É preciso escolher uma das opções para confirmar o voto (facebook, twitter ou formulário). Obrigado.
Para saber mais sobre este projeto (e até colaborar) visite http://embaixadadafloresta.blogspot.pt/ e veja esta reportagem realizada pela Fundação Yves Rocher:












